Jesus, Mito x História

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art_jesusmhCom a estreia do filme “O Código Da Vinci” nos cinemas, muito se fala e discute sobre esse tema. São revistas abordando o assunto, rodas de amigos trocando ideias e pontos de vista, listas na internet abordando a questão e assim por diante. Essa discussão é muito interessante, pois faz com que as pessoas pensem a respeito, obrigando-as a olhar para algumas coisas que passavam despercebidas.

É bom que fique claro que o livro é uma história de ficção e por isso comete imprecisões no que tange à história de Jesus; mas ele levanta uma série de dúvidas, no mínimo, interessantes e curiosas.

Olhando pelo lado histórico vemos uma série de contradições no que é contado pela Bíblia. Um exemplo disso é que a cidade de Nazaré é de 70 d.C.. Sendo assim Jesus não podia ser um nazareno; existe a especulação de que ele tenha sido um “nazarita”, designação de uma facção política da época.

Outra coisa interessante a se observar é que alguns “fatos” que são atribuídos à vida de Jesus já estavam presentes na história de outros “enviados de Deus”. Segundo a Bíblia, Jesus nasceu de uma virgem e era descendente de reis legítimos. Várias profecias indicavam que ele poderia ser o Rei, ele seria a representação do segundo aspecto de Deus dentro da trindade. O rei, que estava no poder, mandou matar todos os primogênitos. Foi criado de forma aparentemente humilde, entretanto dava mostras de sua sabedoria e mais tarde se revelou como presença divina, dizendo ser Ele o Caminho até o Pai. Acaba sendo morto ainda jovem, de maneira trágica, entre outras coisas. Se olharmos para a história de Krishna que viveu aproximadamente em 3000 a.C. na Índia, ela tem exatamente os mesmos elementos. Essa simples “coincidência” já dá muito que pensar.

A grande polêmica nessa questão toda é que muitos querem que o Mito e a História sejam exatamente iguais, não admitindo em hipótese alguma que exista uma diferença entre eles, e isso não vai ocorrer, simplesmente por que uma coisa é o Mito Jesus ou Cristo que foi montado para servir como ícone da Igreja; outra, é o fato histórico relatando alguém que viveu em uma determinada época e contexto. É necessário separar um do outro e a não separação dessa questão gera, por exemplo, a pregação que tem ocorrido nas filas dos cinemas atacando o filme como “algo demoníaco”.

O Mito Jesus, que é usado como ícone religioso, tem seu valor e passa grandes ensinamentos e o fato do mito ser diferente da história não invalida tudo que é ensinado e transmitido através dele. A postura de qualquer um que deseje aprender com o Mito de Jesus tem que ser exatamente a de encará-lo como Mito e apenas isso, pois é somente isso que ele é. A partir desse ponto absorver tudo o que ele tem para passar de bom visando o crescimento pessoal utilizando-se desses ensinamentos e consequentemente se tornando um ser humano melhor. Essa é a mesma postura a se adotar ao estudar outros mitos como o de Buda, Krishna e tantos outros.

A parte histórica devemos ver com outros olhos, analisando toda a questão mais friamente, sem dogmas ou pré-conceitos. Antigamente essa informação era passada somente por grupos fechados como a Maçonaria, entretanto, hoje temos uma série de pesquisas sérias a esse respeito, algumas inclusive com assinatura da respeitada BBC de Londres.

Para saber mais sobre o Mito leia a Bíblia e se preferir dar uma olhada na parte mais voltada para a história segue uma relação de livros que tratam do assunto:

– A Herança Messiânica
– Rex Deus
– A Chave de Hiram
– O Santo Graal e a Linhagem Sagrada
– Jesus, A Verdade e a Vida
– O Segundo Messias
– A Grande Heresia
– A Conspiração Jesus.

Optando por mito ou história lembre-se que um não invalida o outro. Saiba respeitar a outra vertente e cresça com a duas.

Paz e Luz

 

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