Seja o Golfinho

Seja o Golfinho

Buscamos sempre uma forma de entender as relações humanas e a partir desse entendimento melhorar nossa convivência com aqueles que nos cercam no dia-a-dia.

Para dar luz a esse assunto fomos buscar inspiração na natureza e, talvez por ironia do destino, encontremos a inspiração justamente nas águas; afinal, sua simbologia relacionada a sentimentos e emoções é bem popular. Encontramos nesse ambiente três animais bem conhecidos por nós: o tubarão, a carpa e o golfinho, que se encaixaram muito bem nessa questão das relações humanas e deram origem à chamada Estratégia do Golfinho.

Ao pensarmos em um tubarão logo imaginamos um animal voraz, agressivo que mostra suas presas afiadas e parte para cima da sua vítima sem piedade, seguindo apenas o seu instinto. Esse comportamento é bem semelhante ao de executivos ou profissionais altamente competitivos, assim como outras pessoas também.

Continuando essa analogia entre essa imagem do tubarão e o comportamento humano, identificaremos algumas outras características que nos são familiares. Aquele que vive o seu momento tubarão costuma tentar impor sua vontade sobre a dos outros a todo custo, seja por intimidação, exercício de poder, dissimulação e manipulação, agressividade ou qualquer outra forma de imposição. Note que, nesses casos, não se ouve o outro lado da história, não há um diálogo e sim uma imposição de suas vontades e sentimentos perante o outro.

Para conseguir seu intento nessa imposição, o tubarão pode usar mecanismos que vão desde mostrar claramente suas presas até métodos mais sofisticados, onde suas presas ficam escondidas, mas no momento certo ferem com destreza. O indivíduo tubarão acredita piamente que para ele conseguir algo, alguém tem que perder.

Já quando observamos a carpa temos a situação oposta à do tubarão: ela demonstra medo, se escondendo pelos cantos. Ao realizarmos a ligação com os comportamentos humanos teremos pessoas que são inseguras, que não sabem dizer não, são resignadas, conformistas com a vida e chegam ao ponto de encontrar explicações bonitas, como atuação do carma, para justificar seus fracassos. Uma pessoa com comportamento carpa muito acentuado acaba tendo propensão a desenvolver depressão.

É importante ressaltar que o tubarão também se fere assim como a carpa se defende, cada um dentro do seu contexto de comportamento. Outra coisa importante a frisar é que uma pessoa carpa em um relacionamento, pode ser tubarão em outro. Dessa forma todos podem ter seus momentos carpa e tubarão.

No relacionamento de carpa-tubarão podemos imaginar rapidamente que o tubarão vai levar a melhor sempre, mas olhando essas relações com cuidado perceberemos que a carpa pode, mesmo estando “escondida”, se defender e com isso acaba ferindo o tubarão sem que ele descubra de onde veio o ataque.

Nesse momento surge a grande dúvida: Qual caminho seguir? E a natureza sabiamente coloca à nossa frente o golfinho. Esse doce mamífero nos transmite criatividade, elegância, flexibilidade, inteligência, mas se precisar enfrentar um tubarão ele se mostra rápido e eficiente. No mar o tubarão que se atrever enfrentar um golfinho fatalmente morrerá.

Assim como os golfinhos que sabem trilhar o caminho do meio com inteligência, elegância e flexibilidade, podemos pautar nossas vidas nesse sábio exemplo.

Sejamos o golfinho.

Paz e Luz

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